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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Sobre o fato de Jesus olhar de maneira diferenciada para as classes sociais, que ele acusou ser invenção de Boff e da Teologia da Libertação, para mim é ponto pacifico. Deus, em toda a Bíblia, tem uma opção preferencial pelos pobres. E aqui se trata de uma opção histórica: o rico não precisa de defensor na história.
Diversos textos se referem a isso, especialmente o evangelho de Lucas, muitos Salmos, e mesmo a teologia do Êxodo de Israel: ali, Deus ouve e vê o clamor de um povo oprimido e desce para libertá-lo e por fim ao poder do opressor.
Mas essa é uma questão já bem discutida nesse blog...

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