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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Minha desesperança manifesta antes do Carnaval por causa de um texto que o jornal em que trabalho ia publicar, foi compessada por fim.
O texto pró-americano do pastor estadunidense Thomas McCracken saiu como matéria paga, com fraquíssimos argumentos em prol da Guerra.
Nas páginas seguintes, o jornal publicou entrevista com Orivaldo Lopes Pimentel, pastor batista e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP.
Algumas de suas respostas derrubaram a exposição pró-americana da página anterior:

A religiosidade evangélica norte-americana é muito fechada com a proposta imperialista do governo dos Estados Unidos.

Infelizmente, a denominação que estou ligado, nos Estados Unidos, dá apoio à política belicista do Bush. Por mim, não manteríamos mais relacionamento com aquela denominação americana, mas não sou eu quem decide isso.

No dia de Luther King (pastor batista, por sinal) mais de cem mil pessoas marcharam, em Washington, contra a guerra ao Iraque.

(sobre a questão palestina)
A igreja, sem perceber isso, acaba apoiando às atitudes violentas, criminosas e injustas de Sharon e de seus seguidores, contra os palestinos. As respostas que eles dão em paus e pedras são chamadas de terror e são violentamente reprimidas.

Esse apoio de evangélicos a atitudes como essas não é evangélico, mas chama-se ideologia.

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