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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Minha desesperança manifesta antes do Carnaval por causa de um texto que o jornal em que trabalho ia publicar, foi compessada por fim.
O texto pró-americano do pastor estadunidense Thomas McCracken saiu como matéria paga, com fraquíssimos argumentos em prol da Guerra.
Nas páginas seguintes, o jornal publicou entrevista com Orivaldo Lopes Pimentel, pastor batista e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP.
Algumas de suas respostas derrubaram a exposição pró-americana da página anterior:

A religiosidade evangélica norte-americana é muito fechada com a proposta imperialista do governo dos Estados Unidos.

Infelizmente, a denominação que estou ligado, nos Estados Unidos, dá apoio à política belicista do Bush. Por mim, não manteríamos mais relacionamento com aquela denominação americana, mas não sou eu quem decide isso.

No dia de Luther King (pastor batista, por sinal) mais de cem mil pessoas marcharam, em Washington, contra a guerra ao Iraque.

(sobre a questão palestina)
A igreja, sem perceber isso, acaba apoiando às atitudes violentas, criminosas e injustas de Sharon e de seus seguidores, contra os palestinos. As respostas que eles dão em paus e pedras são chamadas de terror e são violentamente reprimidas.

Esse apoio de evangélicos a atitudes como essas não é evangélico, mas chama-se ideologia.

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