Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Matinas Suzuki Jr mandou bem no Editorial do iG.

Uma guerra sem glórias

A guerra começa. O presidente norte-americano George W. Bush -sem representar a unanimidade da opinião pública de seu país- oferta, com seu radicalismo, um período de incertezas e privações para todos os países do mundo.
Se os ataques do radicalismo islâmico destruíram as torres do World Trade Center, o radicalismo anglo-saxão, iniciado nesta quarta-feira, vai destruir, simbolicamente, na mesma Nova York, a torre do edifício das Nações Unidas.
A queda de Saddam Hussein pela violência suprema vale a destruição da ONU? Vale o desprezo pela Europa Continental e pela China? Vale ignorar arrogantemente os apelos da consciência universal? Quando cessarem os raides dos B-52 e B2 sobre Bagdá, estaremos vivendo em um mundo mais seguro? Que democracia é essa que um outro fanatismo pretende ensinar aos iraquianos?
Saddam Hussein é um criminoso. Contra ele formava-se um cordão de isolamento. Lideranças acreditavam em saída indolor para a crise iraquiana. Mas, agora, o mundo está mergulhando em uma aventura bélica inglória e sem chance de se haver vencedores. Já estamos todos perdendo, mas os maiores perdedores serão os próprios Estados Unidos.
Perdedores por prorrogar internamente a paranóia de atentados, perdedores por criar um amplo ressentimento mundial, perdedores por eventuais respostas européias e chinesas, e perdedores por quebrar a frágil aliança das Nações Unidas -um dos últimos refúgios da pequena esperança que restava em um mundo melhor, um mundo melhor inclusive para os americanos.

Comentários

Postagens mais visitadas