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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
A ignorância é uma bênção (ou o ignorante é que é feliz). Três de bons filmes que assisti na vida citam a frase acima: Matrix, Swordfish e 13º andar.
Bem, após ler o livro de Carlos Dorneles, não pude pensar outra coisa. Não saber é talvez ser mais feliz. A consciência de fazer parte do mundo, mas a certeza de que ele é incontrolável, inalcançável e bem maior que você, é aterrorizante. Eu faço parte do mundo que não posso controlar. Esse mundo é parte de mim. Sinto-me pequeno e incapaz.
O desespero me faria desejar fugir do mundo. Para um lugar em que pudesse respirar sem angústia. Talvez a morte ou o mundo da lua. (Onde está a realidade da minha utopia?)
Talvez eu preferisse não ter consciência de quem são os EEUU. Viveria mais tranqüilo. Porque hoje sei quem são, a revolta contra o fato quase me sufoca; mas o que eu posso fazer de concreto? O quê?
Como é ruim perceber que a campanha anti-terror de Bush gerou tantas carnificinas, como o Afeganistão e Jenin, e não posso fazer nada. NADA! NADA

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