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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Estou vivo!
E agora é minha vez de estar no paraíso. Viajei a Recife na última quinta-feira para passar a semana de aniversário de Priscila com ela. Estou hospedado na casa do seu pastor. E adivinhem quem tenho visto todos os dias? O vizinho ilustre do pastor Halley, mestre Ariano Suassuna. Nem sei se devo pedir um autógrafo...
Mas estou preocupado com a guerra e feliz porque os inspetores de armas da ONU chamaram os yankees de mentirosos!
Ganhei um presente de aniversário antecipado em dois meses. Um livro que estava louco para ler: de Carlos Dornelles, Deus é inocente, a imprensa não.
Hei, mas deixe eu ir ali namorar um pouquinho. Quinta eu volto a Natal.

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