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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
A sacerdotisa do absurdo anda meio antropafágica, tropicalista até. Mudou-se Da obra alheia para um Cannibal Café. Lá você pode encontrar pérolas assim:

Isso acontece porque numa realidade capitalista, as pessoas estão ideologicamente condicionadas a condenar o que chamam de ócio. Se buscarmos uma razão mais profunda, descobriremos que, numa era neoliberal, não há lugar para preguiçosos. Os cidadãos de valor são aqueles que trabalham. Os funcionários destacados são sempre aqueles que dedicam boa parte do seu tempo não-remunerado às atividades da empresa. Eu sei disso. Eu vivi isso.

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