Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
A sacerdotisa do absurdo anda meio antropafágica, tropicalista até. Mudou-se Da obra alheia para um Cannibal Café. Lá você pode encontrar pérolas assim:

Isso acontece porque numa realidade capitalista, as pessoas estão ideologicamente condicionadas a condenar o que chamam de ócio. Se buscarmos uma razão mais profunda, descobriremos que, numa era neoliberal, não há lugar para preguiçosos. Os cidadãos de valor são aqueles que trabalham. Os funcionários destacados são sempre aqueles que dedicam boa parte do seu tempo não-remunerado às atividades da empresa. Eu sei disso. Eu vivi isso.

Quer experimentar mais? Vá lá.




Comentários

Postagens mais visitadas