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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Revolução significa radicalidade. Escolha de caminhos e caminhos que não têm volta. O caminho da Revolução é uma opção radical, a cada instante, sem alternativa de retorno. Uma opção que exclui qualquer outro caminho.
E se a nossa opção radical for pelo caminho errado?
Quem assume a Revolução necessita ter coragem de errar. Coragem para, se o caminho escolhido for errado, assumir a totalidade de seu erro. Quem adota uma posição radical (e para o cristão, o único caminho é o da radicalidade) não pode ter medo de errar.
(Aqui o espaço para o diálogo. Só é possível o diálogo entre pessoas que estejam bem firmadas em suas posições. E o diálogo pode ser um bom momento para a descoberta de nossos erros.)
O caminho disposto para Jesus sempre foi radical. Seu alvo apontava uma cruz. Ao longo de sua vida as tentações o quiseram levar a escolher o caminho errado. Mas Jesus era um radical. E, diferente de nós, não errou.
Se somos seus seguidores, seguiremos sua opção radical, mesmo que possamos e venhamos a errar.
O caminho da Revolução é cheio de atropelos. Decisões erradas, palavras mal ditas, desnecessárias crises, em geral, provocadas pela radicalidade. Radicalidade sem a qual a Revolução não é Revolução, nem o cristianismo, cristianismo.

Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.
Marcos 8. 34-35

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