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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Quando Tancredo Neves foi eleito pelo Colégio Eleitoral, eu tinha cinco anos. Lembro da sessão, transmitida ao vivo pela teve. Lembro da raiva que tinha do PDS (persistente contra seus herdeiros: PPB e PFL). Lembro de ter chorado muito em 21 de abril de 1985. Como milhões de brasileiros.
Além disso, grande parte dos políticos envolvidos nos governos FHC e Lula foram vítimas do regime millitar, ou lutaram contra ele. Em outras palavras, desconhecer a história recente do país é viver fora do mundo.
Penso que esse tipo de gente é do mesmo tipo que dá audiência e vendagem para gente como MC Serginho e o ser que chamam de Lacraia. Que como diz um post do Maria NÃO vai com as outras, seriam incapazes de valorizar Chico Buarque, Caetano Veloso e o ministro Gil se eles surgissem no cenário agora, mesmo que estivesse na flor da idade.
Simplesmente, considero a história acima inacreditável. Jack Palance deveria dizer agora: “Acredite se quiser!”

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