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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
A outra história foi contada em Fortaleza, no ano passado. Era a abertura da Bienal Internacional do Livro. O mestre Ariano era o homenageado. E deu uma divertidíssima aula para os que lotaram um dos auditórios do Centro de Convenções Edson Queiroz e para os que acompanharam pela teve (o meu caso).
Lá pelas tantas ele contou que no fim dos anos setenta, quando estava escrevendo um livro, um estudante o visitou em sua casa. E viu que o mestre estava produzindo. E lhe disse que ele estava muito atrasado, que livros eram coisa do passado.
- Quem disse isso? Ariano perguntou.
- Foi um canadense chamado Herbert Marshall McLuhan. Ele disse que o livro é um meio frio e está superado. O negócio agora é a televisão, que é um meio quente, ensinou o estudante.
- É mesmo..., pensou o mestre. Mas me diga uma coisa: como é que você sabe disso? Você pegou um avião e foi no Canadá ouvir McLuhan, foi?, questionou Suassuna.
- Não..., respondeu o rapaz. Eu li em um livro

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