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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Os cultos de minha igreja muitas vezes são formais. Extremamente formais. Foi inevitável pensar nisso quando vi uma cena de “Joana D´Arc”. Joana, ainda criança, tem uma visão. Em um jardim, ela brinca divertidamente com Jesus. É uma celebração. É uma festa.
Percebi que se quiser herdar o reino de Deus devo viver a vida festejando como uma criança a vive.

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança.
(Mateus 18. 3-4)

Nossa relação com Deus muitas vezes exclui o elemento paternidade. Então, vivemos como adolescentes, que querem estar independentes dos pais. E tentamos viver de forma independente de Deus, o nosso Pai.
Se não formos como crianças, que dependem em tudo, estaremos vivendo vidas completamente desconectadas ao Deus que se revela na Bíblia, o Deus de Jesus.
E os nossos cultos? Já viu criança em festa? Nossos cultos deveriam ser alegres reuniões festivas infantis, da parte daqueles filhos amados, perdoados por um Pai poderoso, dispostos a ouvir a Sua palavra e partir ao mundo para lutar pelo Reino.
Lutar pela Revolução.

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