Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
O principal marco teológico do século XX foi a publicação do Comentário a Romanos, do suíço Karl Barth, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial.
A teologia do momento, liberal, afirmava com todas as forças a capacidade humana e a crença no progresso. A crueza e tragédia da Guerra puseram fim a essa ilusão. O homem é mal, o progresso não é necessariamente bênção, a sociedade é capaz de se auto-destruir.
Com a obra de Barth nasceu a teologia dialética ou neo-ortodoxa. Sem desprezar os avanços do liberalismo teológico, propugnou a volta à centralidade da Palavra de Deus, esvaziada pelos liberais. O Comentário a Romanos se inscreve nesse horizonte.
Para Barth, no entanto, a Palavra de Deus não se confunde com a Bíblia, mas é maior que ela. Ordinariamente, porém, Deus usa a Bíblia, especialmente quando pregada, para falar a Sua Palavra.
Barth não casou com o fundamentalismo, resposta pouco inteligente ao problema do liberalismo teológico.

Comentários

Postagens mais visitadas