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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
O futuro não é de muita esperança. Especialmente quando tem seus destinos comandados por um homem como George W. Bush. Fiquei ainda mais decepcionado quanto li hoje um texto que o jornal em que trabalho vai publicar semana que vem, como matéria paga.
Nele, um pastor defende a política externa norte-americana como defesa da justiça e liberdade mundiais. Diz que se a ONU não atacar o Iraque estará sendo conivente com a morte de milhões de inocentes (!). Que George Bush é o baluarte da paz mundial. Além de desprezar as manifestações pela paz em todo o mundo, como partindo de algumas poucas pessoas (em Londres, a manifestação reuniu um milhão de pessoas: a maior manifestação pacifista da história britânica, no país que é o principal aliado de Bush). Subiu uma indignação quase incontrolável com a parcialidade ideológica do texto. Partiu meu coração.
Acredito que nenhum desses pacifistas é cego quanto às atrocidades da ditadura de Saddam. Mas ninguém acha que o maior império da terra é inocente e justo. E sabe que sua ação vai causar a morte de muitos inocentes e arrasar um país já arrasado. Na Guerra do Golfo, 150 mil civis iraquianos foram mortos pelas tropas de Bush Pai. Será que se pode defender uma ação assim como cristã? Ou defender a morte, até hoje, de milhares de crianças iraquianas, por causa das sanções impostas pelos ianques?
Por que será que os americanos não se questionam seriamente pelo fato de serem a nação mais odiada do mundo?
Tenho pouca esperança hoje. Espero que os cristãos brasileiros que vão se reunir para orar e meditar diante de Deus nos próximos dias possam, dessa maneira, mover a história para que seja diferente. De outra forma, a dor e a iniquidade tenderão a se multiplicar ainda mais.
Até a próxima quinta-feira!

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