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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Mas na verdade a heresia é teologia dos galardões. Inúmeros exemplos em Jesus demonstrariam que o Reino dos Céus constitui-se de uma sociedade sem classes. Mas gostaria de citar uma parábola que encerra, com clareza, a questão dos galardões. Aliás, ela foi dita por Jesus justamente para responder a essa questão.
O texto é Mateus 20. Lá Jesus conta a parábola sobre um dono de terras que sai diversas vezes em um dia para contratar trabalhadores, combinando com eles o salário de um denário.
Na hora do pagamento, aqueles que trabalharam apenas uma hora recebem primeiro esse salário. Em seguida, quando os que passaram o dia todo trabalhando vão receber o salário, se chateiam por terem recebido a mesma quantia (esperavam receber mais, pois fizeram mais).
Mas o empregador lhes lembra o salário combinado e que ele não pode ser chamado de injusto por querer pagar a todos a mesma quantia.

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