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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
A Igreja cristã sempre estará diante de uma encruzilhada histórica. Em cada etapa de sua história, a cada momento, dois caminhos estarão postos diante dela. Duas chances. Duas oportunidades. E uma ocasião para o acerto ou o erro histórico.
Manifestando-se de maneiras diferentes, as duas hipóteses serão sempre as mesmas: assumir a tarefa de manter o status quo de um lado; ou se por em função crítica (oposta) do outro.
Desde a Igreja primitiva vemos essa encruzilhada manifestada. Os apóstolos tiveram de optar entre seguir o caminho judaizante (conservador) ou o caminho rumo ao mundo helenista (revolucionário). Se o evangelho chegou aqui foi porque, apesar das importantes resistências, a opção foi revolucionária.
Atualmente a Igreja pode assumir o papel social de legitimadora do sistema, o qual lhe foi designado pela ideologia neoliberal. Assim, se enquadrará em toda a crítica marxista, althusseriana, e não passará de um Aparelho Ideológico do Estado.
A outra opção é assumir o papel profético, crítico, de questionamento e oposição à toda construção ideológica anti-cristã que se apresente no ambiente social. A bola da vez: o Mamonismo neoliberal.
É uma encruzilhada histórica. E depende de nós a escolha da alternativa.

A Igreja dará apoio às forças políticas determinadas a mudar a presente situação?

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