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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
A Igreja cristã sempre estará diante de uma encruzilhada histórica. Em cada etapa de sua história, a cada momento, dois caminhos estarão postos diante dela. Duas chances. Duas oportunidades. E uma ocasião para o acerto ou o erro histórico.
Manifestando-se de maneiras diferentes, as duas hipóteses serão sempre as mesmas: assumir a tarefa de manter o status quo de um lado; ou se por em função crítica (oposta) do outro.
Desde a Igreja primitiva vemos essa encruzilhada manifestada. Os apóstolos tiveram de optar entre seguir o caminho judaizante (conservador) ou o caminho rumo ao mundo helenista (revolucionário). Se o evangelho chegou aqui foi porque, apesar das importantes resistências, a opção foi revolucionária.
Atualmente a Igreja pode assumir o papel social de legitimadora do sistema, o qual lhe foi designado pela ideologia neoliberal. Assim, se enquadrará em toda a crítica marxista, althusseriana, e não passará de um Aparelho Ideológico do Estado.
A outra opção é assumir o papel profético, crítico, de questionamento e oposição à toda construção ideológica anti-cristã que se apresente no ambiente social. A bola da vez: o Mamonismo neoliberal.
É uma encruzilhada histórica. E depende de nós a escolha da alternativa.

A Igreja dará apoio às forças políticas determinadas a mudar a presente situação?

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