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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Em nome da sensibilidade

Existem pessoas com grande poder financeiro e material. Geralmente esse poder é inversamente proporcional à sua capacidade de ser humano. São pessoas que até detém grande influência, mas são incapazes de marcar profundamente a sua vida.
Existem pessoas com grandeza intelectual e cultural. Essa grandeza pode ou nos manobrar, ou nos orientar. São pessoas que causam em nós admiração, podemos até seguir sua orientação. Deixam rastros em nossa vida.
Mas há pessoas especiais. De profundidade e grande sensibilidade. Seu maior poder reside na capacidade de serem sensíveis. A vida não passa, simplesmente, por elas. São pessoas que vivem, verdadeiramente, suas vidas.
É gente que nos move, nos comove, nos seduz e nos marca com profunda verdade. Gente que nos transforma quando nos deparamos com seu jeito sensível.
Gente de quem o mundo precisa. Gente como Alice.

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