Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
E daí, Suassuna falou sobre a diferença de êxito e sucesso para o escritor. Ele disse que os escritores devem procurar o êxito e não o sucesso. O sucesso é um fenômeno de vendas, escrever um best-seller, ganhar dinheiro. Seria o caso de Paulo Coelho, por exemplo. Como exemplo de êxito ele falou de Augusto dos Anjos, autor de uma única obra (“Eu e outros poemas”), que a cada ano ganha uma nova edição. Êxito é ficar para a posteridade. Poucos conseguiram. E acho que nenhum meio quente pode garantir o êxito. Somente o livro.

Comentários

Postagens mais visitadas