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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Quando era aluno do primeiro ano do segundo grau no Colégio das Neves em Natal, em um período minha turma teve que trocar a sala 16 (no primeiro andar) por uma do térreo. Um colega havia sido submetido a uma grave cirurgia. Não poderia subir escadas.
Anderson Rodolfo era aquele tipo de garoto simpático que não tinha inimigos e que todas as garotas se apaixonavam. Magrinho, mas muito bonito.
Anderson se formou em direito. Seu sonho, ser juiz. Nos praticamente cinco anos de faculdade me encontrava sempre com ele no campus. Sempre simpático, mesmo que não nunca tenhamos sido muito íntimos.
Anderson ia bem nos concursos. Ontem, quando liguei para dar os parabéns a Emília, soube que a morte chegou mais rápido que o órgão novo que sua mãe ia doar. Anderson morreu em São Paulo, à espera de um transplante.

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