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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Por favor, abaixo qualquer religiosidade alienante!
Como cristãos precisamos aprender a dialogar. Nossa teologia precisa se aproximar da cultura, dos profetas seculares de nosso tempo. Precisamos levar em consideração àqueles que têm refletido sobre esse tempo. E os nossos poetas são aqueles que melhor captam o sentimento do mundo. É com eles que precisamos conversar.
É por isso que hoje consigo ouvir Deus falando através de Titãs, Herbert Vianna, Chico Buarque, etc.. Se precisamos dar respostas, mostrar caminhos ao mundo, é a esses homens e mulheres que precisamos ouvir. Especialmente quando nos criticam.
Por isso, lutando contra qualquer religiosidade alienante, faço eco a uma antiga crítica dos Titãs contra a alienação dos crentes:
“Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer e não vai pro céu
É bom aprender, a vida é cruel
Homem primata
Capitalismo selvagem
ô ô ô”
Abaixo toda religiosidade alienante! O Deus revelado em Jesus, o Deus do Evangelho, da Bíblia, é revolucionário:
“O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus”. (Isaías 61. 1 – 2)

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