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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Ontem falei um pouco sobre algo que poderia chamar de “relação existencial” tratando da teologia de Karl Barth. Adquiri “O desespero humano”, de Sören Kierkegaard. Comecei a ler o texto (quase hermético) do dinamarquês. Há frases e idéias fenomenais, sobre as quais o próprio Barth, parece, construiu sua teologia.

Diante de Deus, e só diante dEle, desnudos e sozinhos, nós somos. “Ousarmos ser nós próprios, ousar-se ser um indivíduo, não um qualquer, mas este que somos, sozinho frente a Deus, isolado na imensidade do seu esforço e da sua responsabilidade: eis o heroísmo cristão, e confesse-se a sua provável raridade”.

E o que é o homem? “O homem é uma síntese de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade, é, em resumo, uma síntese”.

O que é o desespero? É o homem não querer assumir o “eu”. “Desesperando duma coisa, o homem desesperava de si, e logo em seguida quer libertar-se do seu eu. (...) o que ele não suporta é não poder libertar-se do seu eu”.
“A superioridade do homem sobre o animal está pois em ser suscetível de desesperar”.

Para SK, o desespero é uma doença mortal justamente porque não leva à morte (!). “Entretanto, quando o perigo cresce a ponto de a morte se tornar esperança, o desespero é o desesperar de nem sequer poder morrer”.

A proposta de SK, parece, é resgatar Cristo e seu significado de dentro do cristianismo liberal do século XIX. Merece, acredito, o esforço de ser lido.

O interessante é que de Kierkegaard saem duas linhas: uma profundamente cristã/teológica (Barth, p.ex.) e outra completamente atéia (Sartre, p. ex.).
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Parabéns à ECT! Meu amor pôs uma carta em Jaboatão na terça e ontem eu já a lia em Natal. Eficiente correio!

Para me acalmar, ela me mandou um sache de chá!!!
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Saudades do Siará! Patativa, Boi Fubá, Vaca Estrela, Dragão do Mar, Ponte Metálica, Beira Mar, North Shopping, Iguatemi, Sushi Ará, STF, Av. João Pessoa, o Impahrn na janela, Parangaba, Papicu, Nova Jerusalém, Central, Henrique Jorge, Euzely, Tadeu, Calixto, Neuma, Arleuda, Epaminonas, Tânia, filhos, amigos, inimigos, dores, mercantil, Praia do Futuro, Iracema, Benfica, Praça do Ferreira, José de Alencar, Aldeota, Paulus, Paulinas, Ao Livro Técnico, etc., etc., etc..
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Hoje é aniversário de uma grande amiga, Emília (para desespero da minha namorada, meus grandes amigos são na maioria mulheres). Ela veio primeiro que eu ao mundo. Faz hoje 24 anos. Parabéns!

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