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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
“O ser que pode ser conhecido é linguagem” e o “mau hermeneuta é o que crê que pode ou deve ficar com a última palavra”. Frases fundamentais de H.-G. Gadamer.
Para mim, é fascinante a idéia de pessoas desenvolvendo teses acadêmicas, de doutorado, a respeito da obra de autores vivos. Gadamer foi estudado mundo a fora enquanto ainda vivia. Morreu ano passado aos 101 anos de idade.
Aluno de Heiddegger, comprovou a tese de seu mestre, que Caetano Veloso transformou em música: “Só é possível filosofar em alemão”. No mundo do espírito, tudo o que é importante foi pensado em alemão. Kant, Hegel, Marx, Lutero, Barth, etc.. (Mas Kierkegaard era dinamarquês).

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