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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
“O ser que pode ser conhecido é linguagem” e o “mau hermeneuta é o que crê que pode ou deve ficar com a última palavra”. Frases fundamentais de H.-G. Gadamer.
Para mim, é fascinante a idéia de pessoas desenvolvendo teses acadêmicas, de doutorado, a respeito da obra de autores vivos. Gadamer foi estudado mundo a fora enquanto ainda vivia. Morreu ano passado aos 101 anos de idade.
Aluno de Heiddegger, comprovou a tese de seu mestre, que Caetano Veloso transformou em música: “Só é possível filosofar em alemão”. No mundo do espírito, tudo o que é importante foi pensado em alemão. Kant, Hegel, Marx, Lutero, Barth, etc.. (Mas Kierkegaard era dinamarquês).

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