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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
O que mais se vê hoje em dia é a imagem de bombeiros retirando corpos ou resgatando vítimas de desabamentos em áreas de risco.
Se alguém me disser que a culpa é da chuva ou dos favelados que “escolhem” morar em áreas de risco, vou desejar que de alguma maneira esse alguém se veja nessa situação.
Ontem falei em Reforma Agrária. Mas essa reforma precisa, para ser efetiva, ser acompanhada por uma Reforma Urbana. E essas coisas, alcançadas, promovem e se realizam pela Revolução.
José Dirceu, quando foi empossado, referiu-se à necessidade que o país tem de uma verdadeira Revolução Social.
O país precisa mudar ou então ainda vamos chorar muitas vítimas das enchentes.
Quem fecha os ouvidos
ao clamor dos pobres
também clamará
e não terá resposta
”.(Provérbios 21. 13)

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