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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Manter a ordem é uma idéia tipicamente positivista. Está impregnada na ideologia eclesiástica contemporânea. Essa ideologia tem se baseado em uma interpretação fora de contexto de passagens como Romanos 13. 1 – 7. Deus é o Deus da ordem, dizem. Criar desordem é coisa do diabo, dirão. Será?
Penso que o Deus da revolução não é bem assim. Deus criou muitas desordens na história. Quando nasce a Igreja (relato de Atos 2), o evento pentecostal é puramente desordenado. Chegam a pensar que os discípulos estão bêbados!
Quando nasce a Reforma, outro momento de desordem. Lutero chega a ser proscrito do império. Ele é um subversivo.
Agora, não existe criação de desordem maior do que na história de uma jovem, noiva de um homem que, sem manter relações com homem algum, aparece grávida do Espírito Santo (quer dizer, do próprio Deus).
A Encarnação de Cristo é a maior desordem cósmica e eterna jamais havida. Promovida pelo Deus da revolução em favor da humanidade a quem Ele ama; Ele mesmo se tornou um de nós.
E então: quem quer criar desordem?

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