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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Eugene Peterson é fantástico no que escreve. Se minhas aulas de teologia pastoral no Seminário foram boas, não se comparam ao aprendizado com Peterson.
Ele tem profundidade teológica mesmo, conhece muito da vocação e dom pastoral, tem leitura profunda, e um chocante conhecimento adquirido à base de inegáveis e imprescindíveis leituras. Veja só: “A leitura das Escrituras constitui um ato de crise. Dia após dia, semana após semana, ela nos coloca a par de um mundo totalmente diverso do que os jornais e a televisão nos apresentam como ração diária de dados para conversa e preocupação. As Escrituras apresentam o mundo no qual Deus está ativo em toda parte e por todo tempo, onde ele é a causa ardente e não um pensamento ocasional e posterior, onde não há como adiar o que diz sobre ele, onde tudo é relativo a Deus e ele não é relativo a coisa alguma”.
Para corroborar tudo isso, citações de Buber, Barth, Lutero, Kafka, Ricoeur, Gadamer, Wittgenstein, entre muitos outros.
Peterson está me ajudando a responder a velha intrigante que todo seminarista preocupado com a igreja faz: Como vou usar isso tudo, que a igreja chamaria de heresia, em prol da própria igreja?

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