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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Eugene Peterson é fantástico no que escreve. Se minhas aulas de teologia pastoral no Seminário foram boas, não se comparam ao aprendizado com Peterson.
Ele tem profundidade teológica mesmo, conhece muito da vocação e dom pastoral, tem leitura profunda, e um chocante conhecimento adquirido à base de inegáveis e imprescindíveis leituras. Veja só: “A leitura das Escrituras constitui um ato de crise. Dia após dia, semana após semana, ela nos coloca a par de um mundo totalmente diverso do que os jornais e a televisão nos apresentam como ração diária de dados para conversa e preocupação. As Escrituras apresentam o mundo no qual Deus está ativo em toda parte e por todo tempo, onde ele é a causa ardente e não um pensamento ocasional e posterior, onde não há como adiar o que diz sobre ele, onde tudo é relativo a Deus e ele não é relativo a coisa alguma”.
Para corroborar tudo isso, citações de Buber, Barth, Lutero, Kafka, Ricoeur, Gadamer, Wittgenstein, entre muitos outros.
Peterson está me ajudando a responder a velha intrigante que todo seminarista preocupado com a igreja faz: Como vou usar isso tudo, que a igreja chamaria de heresia, em prol da própria igreja?

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