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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Em 1994, por três semanas, namorei Fernanda Érika. Sempre fôramos amigos de todas as horas. Adorava o jeito, praticamente maternal, que ela cuidava de mim. Admirava a garra e a força de Fernanda. Fiz uma homenagem com a personagem principal do livro que escrevi na escola, “Sonhos”. Ele vivia as mesmas lutas, morava no mesmo bairro, que Fernanda.
Meu maior orgulho em relação a ela foi o fato de que ela me sucedeu no Centro Cívico do colégio. Fui o maior cabo eleitoral de sua campanha, gerando protestos indignados de toda oposição.
No meu aniversário de 97, ela acompanhada por Thiago e Aninha, vieram à igreja e me emocionaram muito com flores e muito amor e carinho. Fernanda, Emília, Aninha e Fábia eram, conforme Hadson as batizou, as “damas do apocalipse”.
Ontem, no aniversário de Emília, Fernanda fez o anúncio: está grávida!!! Pensem em um tio feliz: eu!

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