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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Em 1994, por três semanas, namorei Fernanda Érika. Sempre fôramos amigos de todas as horas. Adorava o jeito, praticamente maternal, que ela cuidava de mim. Admirava a garra e a força de Fernanda. Fiz uma homenagem com a personagem principal do livro que escrevi na escola, “Sonhos”. Ele vivia as mesmas lutas, morava no mesmo bairro, que Fernanda.
Meu maior orgulho em relação a ela foi o fato de que ela me sucedeu no Centro Cívico do colégio. Fui o maior cabo eleitoral de sua campanha, gerando protestos indignados de toda oposição.
No meu aniversário de 97, ela acompanhada por Thiago e Aninha, vieram à igreja e me emocionaram muito com flores e muito amor e carinho. Fernanda, Emília, Aninha e Fábia eram, conforme Hadson as batizou, as “damas do apocalipse”.
Ontem, no aniversário de Emília, Fernanda fez o anúncio: está grávida!!! Pensem em um tio feliz: eu!

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