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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

FNDC divulga nota sobre situação da TV U e Superitendência de Comunicação da UFRN

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação divulgou nota em apoio à luta dos servidores da Comunica da UFRN

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) apoia a atuação dos/as servidores/as da Superintendência de Comunicação, gestora das emissoras de Rádio e TV Universitárias de Natal, além da Agência de Comunicação da UFRN, na defesa da comunicação pública.

Em um momento em que o país propõe o fortalecimento de políticas públicas de comunicação e em que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) discute o seu modelo institucional, é inaceitável que uma universidade pública atue na contra-mão desse esforço.

Os/as servidores/as denunciam o desmonte da comunicação pública, a falta de condições de trabalho, as perseguições e à censura aos veículos públicos gerenciados pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Recentemente, o problema foi denunciado em carta aberta à reitoria e à sociedade (http://sintestrn.org.br/2015/wp-content/uploads/2015/09/CartaAbertaReitora.doc.pdf), na qual foram cobradas mais democracia e participação social na gestão da comunicação da universidade.

A Rádio Universitária FM, em seus 14 anos de existência, e a TV Universitária, no ar há 42 anos, são o embrião fundamental do sistema público de comunicação no Rio Grande do Norte. São as únicas emissoras abertas que podem se contrapor ao monopólio midiático privado que domina a paisagem comunicacional do estado, e que se repete em boa parte das cidades brasileiras.

Acreditamos que é fundamental que a reitoria reconheça o caráter público das duas emissoras, democratizando a gestão dos veículos e garantindo a participação da comunidade nas definições de sua gestão.

Pelas suas características constitutivas e missão pedagógica e transformadora, a universidade pública deve ter um compromisso ético com a criação de um ambiente midiático que não reproduza as distorções históricas da comunicação privada brasileira.

Para isso, deveria servir de referência, fazendo de seus veículos de comunicação o exemplo no qual a sociedade deve se pautar, ao contrário de simplesmente reproduzir relações de poder verticalizadas, que desprezam a participação da própria comunidade acadêmica e, de maneira mais ampla, excluem a contribuição da sociedade civil.


Brasília, 15 de setembro de 2015.

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