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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Pelos direitos do povo das ruas: Hoje é o dia nacional de luta da população em situação de rua

Hoje é o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

Leia abaixo a nota do Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRN sobre a data. Depois, assista "Conheço o meu lugar: a trajetória de Beto e outros Franciscos", documentário sobre populaçã em situação de Rosana Reis, que tive a honra de orientar como trabalho de conclusão do curso de jornalismo da Universidade Federal do Ceará.


“Aos esfarrapados do mundo e aos que neles se descobrem e, assim, descobrindo-se, com eles sofrem, mas, sobretudo, com eles lutam”.
(Paulo Freire)
O Centro de Referência em Direitos Humanos – CRDH/UFRN é uma Instituição vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH. O CRDH/UFRN vem ao longo da sua trajetória acompanhando os contextos de violações de direitos cometidos contra a população em situação de rua. Como principal estratégia de enfrentamento a violência contra esse segmento populacional, o CRDH/UFRN vem contribuindo no processo de organização política das pessoas que vivem em Situação de Rua no RN, através de apoio ao Movimento Nacional da População de Rua e fomento de discussões no Fórum Potiguar da População em Situação de Rua.
Historicamente no Brasil a aproximação do Estado com a população em situação de rua é marcada por meio da repressão e da violência. As iniciativas voltadas para população em situação de rua restringiam-se a ações religiosas, caritativas, que não reconheciam essas pessoas enquanto sujeitos de direitos. Essa relação só passa a se alterar, embora ainda exista até os dias atuais, quando a população em situação de rua se organiza, enquanto sujeito político coletivo reivindicatório.
O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) se expande e se fortalece, emergindo no cenário político do país após o massacre da Praça da Sé, ocorrido em São Paulo, no dia 19 de agosto de 2004, onde foram mortas sete pessoas em situação de rua, e oito ficaram gravemente feridas. O MNPR surge levantando a bandeira contra a violência, preconceito, discriminação, e o reconhecimento dessa população como sujeito de direitos, através da luta por políticas públicas para o segmento. “A luta organizada por políticas públicas, para a população que está em situação de rua, foi o caminho escolhido pelo Movimento Nacional da População de Rua para combater as violações de direitos e buscar condições dignas de vida, direito de todo cidadão” (MNPR, 2010).
No Rio Grande do Norte o MNPR surge em outubro de 2012, a partir da provocação da coordenação nacional do MNPR em parceria com o CRDH/UFRN. Desde então, o MNPR/RN vem ocupando importantes espaços políticos, como audiências públicas, atos públicos, conselhos, conferências, seminários, dentre outros. Neste dia 19 de agosto de 2015 o CRDH/UFRN reafirma seu apoio à luta da população em situação de rua contra toda forma de violência e pela garantia dos seus direitos sociais.

Pelos direitos do povo das ruas nenhum passo atrás!



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