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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

No 8 de março, a agressão sexista de Chico Caruso e O Globo

No Brasil, estatísticas mostram que a cada cinco minutos uma mulher é agredida.

É disso que se trata o Dia da Mulher: é um dia de luta contra a opressão e o sexismo. Nasceu da luta de trabalhadoras nova-iorquinas, mártires enquanto buscavam dignidade e direito.

Hoje, em 2015, o chargista Chico Caruso e o jornal O Globo demonstraram que entendem o que fez surgir o Dia da Mulher - e exploraram isso. Seu discurso é claro: as mulheres não têm o direito de falar, de lutar, por isso devem ser mortas ou silenciadas.
Nada melhor, para isso, do que pôr a Presidenta da República ajoelhada, com um homem segurando uma espada em seu pescoço a ponto de degolá-la.
Uma excelente mensagem para que Caruso e o Globo nos digam o que pensam não só de Dilma Rousseff, mas da mulher e sua luta celebrada hoje.

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