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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Movimentos de comunicação apresentam propostas para o governo Robinson Faria (PSD/RN)

No fim do ano passado, grupos de militantes relacionados à causa da democratização da mídia e comunicação pública no Rio Grande do Norte começaram a discutir uma pauta de reivindicações e sugestões a serem apresentadas ao novo governo do estado.  
Uma série de fatores contextuais impediram que a carta fosse finalizada e apresentada a Robinson Faria (PSD) antes de sua posse. No início do ano, retomamos a discussão.
Desse modo, segue abaixo o texto provisório do documento a ser apresentado ao governo. 
Os interessados em assinar, podem fazê-lo neste link do Petição Pública.  Quaisquer sugestões de modificação e/ou inclusão/exclusão de trechos podem ser feitas nos comentários desta postagem.
O espaço de diálogo para a carta estará aberto até a próxima quarta-feira (21):

Ao governador do Rio Grande do Norte
Excelentíssimo Senhor Robinson Faria,

A sua vitória, em segundo turno, no último pleito eleitoral representou para parte das forças mais progressistas do estado um alento e a esperança de que as pautas de nossa luta possam encontrar eco e respaldo institucional por parte do governo do estado.

Uma dessas pautas se dá em um dos aspectos em que o Brasil ainda necessita de um imprescindível e urgente avanço democrático é o campo da comunicação. Monopólios e oligopólios midiáticos ameaçam ao próprio estado democrático de direito com sua terrível concentração econômica.

Por isso, militantes políticos e de movimentos sociais cerram fileiras em busca de uma ampliação da democratização da mídia no Brasil e no nosso contexto potiguar.

Em virtude disso, reunimo-nos a fim de consolidarmos propostas consensuais que possam ser apresentadas ao governador eleito do estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, como sugestões e reivindicações para a questão das políticas públicas de comunicação para a gestão que está em vias de se iniciar.

Desse modo, propomos:

1. Realização de pelo menos uma conferência estadual de comunicação a fim de discutir a estrutura de comunicação do RN assim como discutir e implementar políticas públicas de comunicação;

2. Ampliação da participação social e democrática nas questões de comunicação relacionadas ao governo do estado, com a criação e funcionamento de um Conselho Estadual de Comunicação Social;

3. Estabelecimento de critérios claros para os gastos de comunicação e publicidade do governo do estado, dando transparência e promovendo um mais amplo controle social sobre eles;

4. Criação de uma empresa estadual de comunicação, responsável pelo funcionamento de rádio e tevê públicas sob responsabilidade do governo do estado, com estímulo à produção local independente, respeitando a regionalidade, às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

5. Fortalecimento da comunicação comunitária por meio de rádios e teves comunitárias.

6. Execução de projetos relacionados à educação pela e para a mídia na rede estadual de ensino como instrumento para uma formação crítica e cidadã com respeito à comunicação de massa pelos estudantes;

7. Promover instrumentos eletrônicos de democracia participativa nas decisões do poder público;

8. Garantir os meios para uma política de acesso universal à banda larga no RN.

Defendemos a ampliação da participação popular e democrática nas políticas de comunicação do governo do estado. Por esse motivo, ao propor o estabelecimento de um Conselho Estadual de Comunicação defendemos sua organização com representatividade do poder públicos, dos movimentos social, das empresas e profissionais do campo da comunicação do estado. Tal conselho poderia sugerir diretrizes para a comunicação pública do governo, assim como contribuir para o controle social das ações de comunicação, inclusive dos gastos com publicidade do governo.

A participação da comunidade na produção e divulgação de informação faz parte do processo democrático que dê voz àqueles que não possuem. Por isso, defendemos não apenas a criação de uma empresa de comunicação que se responsabilizaria por uma televisão pública do governo do estado, mas o reforço de modelos de rádio e tevês comunitárias, permitindo o fortalecimento à propagação de conteúdo tradicionais, culturais ou de interesses dos determinados grupos.

Mas não basta fornecer o espaço ou freqüências, é preciso fornecer estrutura, meios e sustentabilidade, uma vez que as pessoas envolvidas nesse tipo de produção não contam com acesso fácil a recursos financeiros.

No que se refere à tevê pública do governo do estado destaque-se a experiência exitosa da implantação da TV Assembleia quando o próprio governador eleito era presidente daquela casa legislativa.

Ao escrever esta carta, os militantes da causa da democratização da comunicação e os movimentos sociais abaixo-assinados reconhecem no governo eleito a disposição para o diálogo e as possibilidades de avanço concreto e real nas relacionadas. O diálogo é o fundamento da democracia e de uma comunicação polifônica, democrática, plural e popular.

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR78775

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