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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Funcionário do IBGE no Ceará pagou conta de motel em Macaíba (RN) com cartão corporativo da instituição

O ex-porta-voz do governo Collor, Claudio Humberto, publica denúncia em sua coluna de hoje.  O funcionário do IBGE José Ademar Araújo pagou uma conta de R$ 83,51 no motel Oasis em Macaíba (RN) com cartão corporativo da instituição.
O chefe do IBGE no RN, Aldemir Freire, destaca que o servidor não é lotado no escritório potiguar do órgão - Ademar trabalha para o IBGE no Ceará.
Para além do deslize ético, outras possibilidades podem explicar o fato.  Um empresário contou ao blog que muitas vezes seus empregados são orientados a se hospedarem em motéis durante viagens de trabalho uma vez que muitas cidades do interior possuem condições precárias de hospedagem - hotéis ou pousadas sem conforto, algumas sequer oferecem ventiladores.
Não parece, no entanto, ser o caso.  "Não deve ser hospedagem, pois o servidor recebe diárias para isso", disse uma outra fonte.  E complementou: "pode acontecer de uma empresa fornecer o comprovantes fiscais, como notas, em nome de outras empresas, normalmente de mesmo proprietário".  Nesse caso, o servidor pode não ter percebido a mudança.
Claro que, em primeiro lugar e formalmente, há um problema ético comprovado: o uso de cartão corporativo para pagar uma conta de R$ 83,51 em um motel de Macaíba.


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