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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Como será o Congresso no próximo mandato de Dilma Rousseff

http://m.mudamais.com/divulgue-verdade/como-sera-o-congresso-no-proximo-mandato-de-dilma-rousseff

Junho de 2013 ainda ecoa na cabeça das pessoas. Milhares de cidadãos se organizaram por meio de eventos nas redes sociais, colocaram a boca no trombone e foram às ruas, em todo o Brasil, para pedir maior poder ao povo nas decisões políticas de nosso país. Mas, mesmo com a  eleição de Dilma Rousseff e com a escolha da continuidade do projeto que fez milhões de brasileiros saírem da linha da pobreza, gritos de ordem e de esperança de igualdade social foram abafados nesta segunda feira pelo nosso Congresso. Se trata da derrubada do decreto de conselho popular proposto por Dilma.

Ao contrário do que foi ampla e errôneamente falado por aí, as manifestações do ano passado não foram contra a nossa presidenta e sim pela reforma política no Brasil. A luta foi pelo avanço dos direitos sociais, pela Política Nacional de Participação Social (PNPS), que fortalece a participação da sociedade brasileira em processo de consultas públicas e ações conjuntas entre Parlamento e sociedade civil.

Atualmente a bancada conservadora se consolida como maioria eleita. A partir de 2015, brasileiras e brasileiros terão que lidar com o Congresso mais anacrônico que já se viu desde 1964. E o temor da pauta progressista que a nação precisa pode empacar justamente neste retrocesso. Segundo levantamento feito pelo Departamento Sindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), o número de deputados ligados às causas sociais reduziu drasticamente, de 83 para 46 parlamentares. E na onda do conversadorismo, virão integrantes de nomes conhecidos por querer a redução da maioridade penal e por não querer a criminalização da homofobia, entre outros assuntos importantes.

Apesar de tudo isto, temos figuras importantes como Jean Willys (PSOL-RJ) e Érika Kokay (PT-DF) representando o debate atual e democrático. Para 2015, teremos 70 deputados do PT, 66 da bancada do PMDB e 54 do PSDB. A total conjuntura do próximo ano você pode conferir aqui.

Quem tem medo da democracia participativa?

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