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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Médicos agem fora da lei quando usam as consultas para fazer campanha

Cada um tem o direito de votar em quem quiser, assim como de pedir voto e fazer campanha. Inclusive os médicos.
O que não é permitido a eles é utilizar espaços públicos para isso. 
Um paciente hoje esteve em um consultório em Natal - mais uma história a esse respeito -, e teve de ser doutrinado acerca do voto em Aécio Neves e teve de ouvir o médico falar mal de seus colegas cubanos.
Acontece que foi feito um registro fotográfico da pilha de adesivos de Aécio que o médico oferece a seus pacientes.

Em Mossoró, um registro semelhante. O homem ergue uma receita com o timbre da prefeitura em que consta escrito nome e número do candidato tucano:
Dois crimes eleitorais flagrados cometidos pela classe médica potiguar, dentre tantos já relatados.
Repito: os médicos têm o direito de pedir o voto para quem quer que queiram, só não podem usar seus consultórios. Como eu não posso usar minha sala de aula.

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