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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Escritório de Henrique Alves (PMDB) fez uma profunda investigação dos adversários

Estava lendo a peça de acusação assinada pelo escritório Diógenes Marinho e Dutra que, em nome da coligação do Acordão, inacreditavelmente pede a cassação de Robinson Faria (PSD) por abuso de poder e desequilíbrio nas eleições pelo uso de uma incrível rede de três perfis (e o uso da Tribuna do Norte por Henrique, seu proprietário, também não configura abuso e desequilíbrio?).

Não me canso de ficar surpreso de como é possível alguém se expor a uma situação como essa que se configura numa peça como essa.


Fico imaginando por que ninguém pediu a cassação de Aécio Neves pela contratação de 9 mil militantes virtuais no início do ano. Ou, como comprovou a Folha de São Paulo há três dias, pelo uso de robots para influenciar o comportamento do twitter durante o debate da Record no domingo.

Mas a minha leitura da peça me chamou a atenção para uma notícia que o blog publicou na semana passada, falando sobre uma suposta espionagem promovida pela campanha de Henrique Alves contra os adversários. O escritório de advocacia realizou uma grande investigação extrajudicial, ouvindo e amedrontando testemunhas, caçando registros de IP, donos de domínio.

A ação judicial do Acordão levanta mais um indício de que sim, havia uma profunda investigação em curso contra a coligação adversária e pessoas/empresas a seu serviço.  Reforça a possibilidade de que há fogo de onde vem a fumaça de uma suposta fábrica de dossiês a serviço de Henrique Alves.

É duro imaginar o que não será capaz de fazer, contra adversários, esse sujeito se, tornando-se governador, tiver à disposição a estrutura de investigação e os recursos do estado do Rio Grande do Norte.








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