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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

“Bala de prata” da Veja gorou: apenas fofoca e mentiras

Por Miguel do Rosário
No Tijolaço


Eis os trechos da reportagem da Veja que a direita, desesperada com o movimento de queda livre de seus candidatos (Marina e Aécio), tenta usar como último recurso para crescer.

Quando as autoridades quiseram saber se o dinheiro chegou ao caixa de campanha de Dilma em 2010, Paulo Roberto limitou-se a dizer que acionou o doleiro Youssef para providenciar a ajuda. O ex-diretor disse aos investigadores que não poderia dar certeza de que Youssef repassou o dinheiro pedido pela campanha de Dilma, mas que aparentemente isso ocorreu, pois Antonio Palocci não voltou a procurá-lo”, diz um trecho.

Mesmo que em seu depoimento o ex-diretor não chegue a confirmar se os 2 milhões pedidos foram de fato repassados à campanha presidencial de Dilma Rousseff, a revelação que ele fez às autoridades é de alta gravidade. Independentemente de o dinheiro ter sido repassado ou não".
É tudo disse-me-disse, elevado ao cubo.

Paulo Roberto Costa, o bandidão preso pela PF, diz que o doleiro disse que o ex-ministro Antonio Pallocci procurou-o para pedir dinheiro para a campanha da Dilma em 2010.

A história é incrivelmente inverossímil, porque pressupõe que o ex-ministro Pallocci, conhecido por seu excelente relacionamento com os grandes empresários, precisaria de alguma ajuda, de um doleiro com ficha na polícia, para obter colaboração financeira para a campanha de Dilma. Isso num ano em que o Brasil experimentava o maior crescimento em décadas e o governo atingia o grau máximo de aprovação popular.

O cheiro de factóide é avassalador.

O depoimento de Costa é sigiloso. E o sigilo existe justamente para não se permitir que as acusações de um bandido angustiado não perturbem as investigações, nem provoquem danos à imagem de ninguém, não antes do mesmo fornecer provas que lastreiem tudo que disse.

Os vazamentos comprometem duplamente as investigações:

1) Permitem que eventuais pessoas acusadas possam destruir evidências.

2) Os acusados poderão usar os vazamentos para invalidar o processo.

Então ficamos assim. A Veja diz que Costa disse que Yousseff disse que, aparentemente, alguém lhe pediu contatos para uma campanha.

Mas não dá certeza.

Ai, ai, ai.

Essa é a imprensa brasileira.

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