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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Petrobras destinou R$ 2,4 bi a projetos ambientais e sociais em sete anos

Da Gerência de Imprensa da Petrobras




A Petrobras investiu R$ 2,4 bilhões em projetos sociais e ambientais em todo o país, durante sete anos, período em que realizou o último ciclo de seus programas de patrocínio. Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a companhia destaca os principais resultados das iniciativas patrocinadas pela Petrobras.

Nesse período, foram contempladas, em processos de seleção pública, 674 iniciativas sociais e ambientais. Dentre os resultados alcançados, destaca-se o estudo de cerca de 2.450 espécies da fauna e da flora e a conservação e recuperação de mais de 667 mil hectares nos seis biomas brasileiros, área equivalente a cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro. Com o apoio da Petrobras, os projetos também contribuíram para reverter o status de ameaça de quatro espécies - baleia jubarte e tartarugas de pente, oliva e cabeçuda.

"São números expressivos que carregam consigo transformações importantes na história de vida de muitos brasileiros e na conservação dos seis biomas do Brasil: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampa, além de ambientes costeiros e marinhos", destaca o gerente executivo da Responsabilidade Social da Petrobras, Armando Tripodi.

Lançado em novembro do ano passado, o novo Programa Petrobras Socioambiental investirá R$ 1,5 bilhão, até 2018, em projetos socioambientais que contemplem ao menos uma das sete linhas de atuação: Educação; Água; Inclusão Produtiva e Sustentável; Florestas e Clima; Biodiversidade e Sociodiversidade; Direitos da Criança e do Adolescente; e Esporte.

Proteção a espécies

Entre as iniciativas atualmente patrocinadas pelo Programa Petrobras Socioambiental, destaca-se o projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos – Aquavert. O projeto atua na preservação de espécies amazônicas ameaçadas de extinção, como jacarés-açu, considerada a maior espécie de jacaré da América do Sul, peixe-boi amazônico e quelônios, nas Reservas Mamirauá e Amanã, região do Médio Solimões, no Amazonas.

De agosto a novembro, o projeto prevê realizar a captura e marcação de animais, por meio de uma técnica não invasiva, chamada telemetria, feita através da implantação de transmissores que emitem sinais de rádio e satélite. Isto permitirá que os pesquisadores acompanhem o deslocamento e comportamento destes animais na região. Desde que iniciou suas atividades, em 2010, já foram marcados 1.100 quelônios, entre tartarugas, iaçás e tracajás, e protegidos milhares de ninhos destas espécies, as mais ameaçadas da região. Além disto, dez filhotes de peixes-boi amazônicos foram reabilitados, sendo que cinco foram devolvidos à natureza, e outros três serão liberados em outubro deste ano.

Na região leste da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, o Projeto Caranguejo Uçá realiza atividades para ampliar o conhecimento sobre a espécie Ucides Cordatus, considerada importante por participar dos processos de reciclagem da matéria orgânica dos manguezais, além de ser parte da cadeia alimentar deste ecossistema e fonte de alimento e subsistência de comunidades costeiras. Por meio do plantio de mudas, foram recuperados 8,7 hectares de área de manguezal, o que equivale a 12 campos de futebol. O projeto pretende envolver cerca de 20 mil pessoas nos municípios de Maricá, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Guapimirim e Magé.

Produção sustentável

O incentivo à produção de alimentos saudáveis e matérias-primas utilizadas na geração de energias renováveis é o foco do Projeto Implantação de Agroflorestas e Centros Territoriais de Educação Ambiental, que atua na região noroeste do Rio Grande do Sul para recuperar áreas degradadas. Até o final deste mês, será construída uma agroindústria para produzir açúcar mascavo ecológico e, posteriormente, outras quatro serão construídas para produção de biodiesel e biofertilizante, entre outros produtos. A iniciativa também dará suporte aos sistemas camponeses de produção, com a criação de Centros Territoriais de Educação Ambiental, onde serão realizadas ações de educação ambiental e cursos de capacitação. A iniciativa prevê beneficiar, diretamente, cerca de 2.300 pessoas da região.


  

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