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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#Copa2014: O gol mais belo escondido, mas não olvidado

Por Marcos Dionísio Medeiros Caldas
Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos

De fato foi o Gol mais belo de todas as Copas.
O Gol Mais Belo Escondido
Juliano Pinto comemora após chutar a bola usando o exoesqueleto de Miguel Nicolelis
Não embarco em teorias de conspirações de maneira fácil. Mas que as Conspirações existem e estão em curso não tenho dúvidas.
Qual a mente iluminada não via relevo jornalístico e histórico ao que aconteceu? Se a geração de imagem oficial era assim obscura, não há geração de imagens alternativas para compartilhar com o mundo o fato histórico que será lembrado daqui a 100 anos?
Começar a Copa sem enaltecer nossas qualidades e potencializando nossos defeitos deve ter sido a pauta geral distribuída pelas empresas das famílias que “zelam por nossa liberdade de expressão”.
Culpar a FIFA é cômodo demais para a falta de faro jornalístico e até de perspectiva histórica.
Daqui a 100 anos seremos lembrados por termos feito uma Copa que antes do primeiro jogo já se verificara a realização, quem sabe, do gol mais belo de toda a história da humanidade.
Seremos lembrados também por sermos o país do Coordenador da Pesquisa que gerou esse gol e também por um esquizofrênico auto boicote que quis esconder a humanidade sonhando ao vivo e em cores, mesmo em tamanho minúsculo, dando esperança para uma imensidão de pessoas com paralisias severas e provocando aos demais humanos de que cada um de nós podemos fazer mais e melhor pela e para a humanidade.
Se procurarmos não ser violentos, nem preconceituosos e nem deselegantes, não precisamos ser nenhum gênio para darmos nossa contribuição efetiva para esse mundo melhor.
E o caminho é longo e com muitos lobos maus. Ainda existe muita gente seduzida e querendo seduzir pela violência, preconceito e deselegância.
Os episódios minoritários, extemporâneos e manipulados de protestos que vimos ontem e em outros momentos mostram que está sendo mais fácil fazer alguém com paralisia severa andar do que realizar o sonho de Stefan Zweig, do Brasil, país do futuro, agora.
Mas é emocionante saber que tanta gente se indignou também com a manipulação de tentarem esconder o exoesqueleto, a emoção de quem o utilizou, a felicidade da equipe vitoriosa e a beleza do ser humano se reinventando com ousadia, ponderação, firmeza e civismo.
E O Gol Mais Belo Escondidoreinventando o sonho!
Essa atual geração precisa voltar a sonhar e depurar-se do muito do nazismo que ainda está entranhado, principalmente nas nossas elites que se autodenominam “homem de bem”… bem preconceituosos, violentos, egoístas, machistas, manipuladores, intolerantes tanto quanto os senhores de engenho e capitães do mato o eram.
WE DID IT!!!!!!
Sorry, Tea Party beradeiros e planetários!

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