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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Deus só pode ser brasileiro por nos brindar com a Folha de S. Paulo

 
Joana
Joana
Estou comovido com a coragem da Folha de S. Paulo.
Veja como ela, a serviço do Brasil, enfrenta destemidamente interesses de poderosos. A Globo sonega bilhões, um ato corrupto e criminoso?
Lá está a Folha, para defender os cidadãos da predação tributária, econômica, social da Globo.
A cobertura da Folha sobre o escândalo fiscal da Globo merece mais que o Esso. Tem que levar também o Pulitzer.
Ponho a Folha no mesmo patamar de Snowden, ao desafiar o império americano. Que seríamos de nós sem a Folha?
Mais um capítulo da saga indômita da Globo acaba de ser escrito hoje.
A Folha está se batendo contra ninguém menos que a ultrapoderosa Joana Saragoça, filha de Dirceu. Podemos dormir sossegados, agora.
Joana cometeu o crime inominável de ter furado a fila na visita a seu pai, segundo repórteres da Folha que ficaram de campana para flagrar este ato de superior importância.
Os leitores da Folha reconhecem a grandeza do feito do jornal. Li os comentários no site. “Filho de rato, rato é”, exclamou um deles.
“Filha legítima de Zé Dirceu, mau caráter como o pai”, decidiu outro.
No blog de um colunista da Folha, o tom civilizatório comandava os comentários. Disse um leitor ali: “O terrorista, criminoso, bandido, mensaleiro, chacal famulento goza de regalias, privilégios e mordomias desmesuradas.” Ele desejou a morte a Dirceu, a quem o diabo esperará para “se saciar”.
Um jornal, um site são seus leitores, e são realmente inspiradores os leitores da Folha e de seus colunistas. Magnânimos como Marco Aurélio, generosos como Confúcio, tolerantes como Voltaire, brilhantes como Platão.  Devem todas essas virtudes à Folha.
Houve uma transferência imediata do ódio que os leitores progressistas da progressista Folha sentem por Dirceu. Do pai ele jorrou para a filha.
Faço aqui uma pequena pausa para que todos aplaudamos a Folha e seus leitores sensacionais.
Se eu fosse anunciante – privado ou público – me orgulharia de cada centavo colocado na Folha. Porque ela está educando os brasileiros, e nos tornando uma sociedade de filósofos.
Estamos, graças à Folha, protegidos de Dirceu. E agora também estamos protegidos da diabólica Joana.
Mais uma salva de palmas, e de pé, para o magnífico jornal da Barão de Limeira, e para seu dono e editor, Otávio Frias Filho, há mais de trinta anos ajudando a fazer o Brasil esta república escandinava que é.
E aplausos também para Sérgio Dávila, editor executivo do jornal, e para Matheus Leitão,  o repórter que flagrou Joana. São os nossos Assanges.
Deus só pode ser brasileiro nos dando tanta gente boa para zelar por nós.

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