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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#DitaduraNuncaMais: Depoimento contundente de meu pai, Rubens Lemos, em 1989

Em 1989, no auditório da OAB de Natal, um evento marcou os dez anos da Lei de Anistia.
Meu pai foi o primeiro a falar e falou por 18 minutos.
Depoimento contundente, no qual lembrou especialmente de potiguares mortos e desaparecidos, como Silton Pinheiro, além do fundador do PCBR, organização na qual meu pai militou, Mário Alves.
Ao fim, sua fala questiona uma "anistia concedida pelas conveniências políticas" e que preservou impunes os torturadores - alguns de sadismo e perversão como o Cel. Cúrsio Neto, o Dr. Fernando, que lia a Bíblia antes de iniciar as sessões de tortura a prisioneiros.

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