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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

PM mata jovem no interior de Pernambuco e população quer justiça

Por e-mail fui apresentado a Glauco Magalhães, vítima fatal da violência de um PM do estado de Pernambuco.
Glauco Magalhães era parte de uma família humilde e, aos 19 anos, morava em Serra Talhada, no interior de Pernambuco.  Segundo a família, era alegre e gostava de festas - especialmente vaquejadas. 
No dia 16 de fevereiro um amigo convidou Glauco para uma festa na zona rural da cidade.  Lá, seu amigo, conhecido por Jó, encontrou um antigo desafeto.  Era o policial militar Marcos Clebson que estava, a paisana, bebendo na festa.
Aqui as versões colidem, mas em ambas o resultado é o mesmo: o jovem de 19 anos que nada tinha a ver com a rixa do amigo acabou morto pelo PM.
Segundo a versão apresentada pelo policial, sua ação teria sido legítima defesa.  Clebson teria sido agredido por Glauco e seu amigo e, por isso, restou-lhe apenas o uso da arma de fogo.
Essa versão é contestada por testemunhas e pelo outro envolvido.  A polícia civil terminou indiciando o PM pelo homicídio, confirmando que sua versão não traduziu devidamente os eventos que levaram à morte de Glauco.
Jó e Clebson discutiram, enquanto Glauco tentou dirimir os ânimos.  No fim da festa, quando os amigos estavam no estacionamento, o PM teria aparecido e disparado duas vezes contra Glauco.
Morto o jovem, o acusado se apresentou no dia seguinte alegando legítima defesa.  E continua trabalhando internamente na corporação, mesmo depois de ter sido indiciado pelo crime.
O sepultamento de Glauco, em 17 de fevereiro, mobilizou a população de Serra Talhada.

Segundo o delegado Adriano Teixeira, responsável pela investigação do crime, não houve legítima defesa. "Principalmente depois da confissão dele. A vítima estava desarmada. A lei diz que a reação, para legítima defesa, deve ser na mesma proporção”, disse a um site da região.

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