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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Para PSDB, vacinação contra HPV é "abobrinha"



No Brasil 247


"Não sei o que eles têm contra a divulgação de uma vacina", rebateu o ministro da Saúde e pré-candidato ao governo de São Paulo, criticado pela oposição por anunciar em rede nacional a campanha de vacinação do vírus HPV; líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio protocolou na Procuradoria Geral de República um pedido para que se investigue a ocorrência de improbidade administrativa; deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) criticou o que considera uso abusivo do dinheiro público; nesta sexta-feira 31, Alexandre Padilha justificou que o pronunciamento foi feito "porque começaram as aulas este mês"; segundo ele, serão usados "todos os meios possíveis para divulgar uma vacina tão importante"


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu nesta sexta-feira 31 as acusações do PSDB de que promoveu sua própria imagem e cometeu improbidade administrativa ao anunciar, em rede nacional de rádio e televisão, o início da campanha de vacinação do vírus HPV. "Não sei o que eles têm contra a divulgação de uma vacina", criticou o petista, que deixa o ministério na próxima segunda-feira 3 para se dedicar à campanha ao governo de São Paulo.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, protocolou na quinta-feira 30 na Procuradoria Geral de República um pedido para se investigar a possibilidade de improbidade administrativa. Pedido aponta "cunho eleitoral" na exposição de Padilha com "promoção pessoal" de autoridade pública. Em sua fala, Padilha também falou sobre duas ações do ministério: a distribuição gratuita de medicamentos e o programa Mais Médicos, que mandou milhares de profissionais para regiões carentes do País.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), futuro líder do PSDB, criticou o que considera uso abusivo do dinheiro público para divulgar "abobrinhas". "É inacreditável que um ministro colocado como pré-candidato de forma explícita ao governo de São Paulo utilize do dinheiro público, a mando da presidente Dilma Rousseff, e ocupe uma cadeia de rádio e televisão para dizer abobrinhas, para fazer campanha política sob o pretexto de uma possibilidade de um programa de vacinação que vai acontecer ainda no mês de março", atacou.

Padilha justificou que o pronunciamento foi feito agora "porque começaram as aulas este mês". O ministro declarou ainda que serão os usados "todos os meios possíveis para divulgar uma vacina importante como a de HPV". "As aulas começaram agora, começamos a campanha nas rádios, redes sociais, materiais nas escolas e também tem a importância da divulgação junto à TV", afirmou o petista.


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