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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Foragido na Itália, Pizzolato tem documentos que provariam sua inocência

Na CartaCapital

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do “mensalão”, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato tem documentos com informações inéditas sobre sua participação no caso, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Ele fugiu para a Itália há cerca de 45 dias pela fronteira com o Paraguai, mas seu desaparecimento foi descoberto apenas na sexta-feira 15, quando a Polícia Federal tentou executar um dos 12 mandatos de prisão emitidos pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, contra condenados pelo esquema. Pizzolato tem cidadania italiana.

O dossiê deve ser usado por Pizzolato caso um processo seja aberto na Itália para julga-lo. Os papéis também trazem detalhes de sua defesa na ação no STF, que o condenou por ter autorizado o repasse de 73,8 milhões de reais do Banco do Brasil para o esquema.

Segundo o jornal, as informações inéditas e outras do dossiê teriam sido ignoradas Supremo. Os documentos estão sendo traduzidos para o italiano.

O ex-diretor do BB disse em carta pretender que seu caso seja analisado pela justiça italiana, que não tem obrigação de extradita-lo ao Brasil, pois ele é cidadão italiano. Ainda assim, o Ministério da Justiça estuda a melhor forma de solicitar a extradição de Pizzolato. O Ministério considera a tarefa difícil, entre outros motivos, porque , em 2009, o Brasil não extraditou Cesare Battisti, ativista de esquerda condenado na Itália à pena de prisão perpétua.

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