Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Procurador pretende interferir em filme sobre José Dirceu

Deu na Folha de hoje.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/09/1348808-procurador-quer-controlar-filme-sobre-vida-de-dirceu.shtml

O Ministério Público enviou uma recomendação à Ancine (Agência Nacional de Cinema) pedindo que o filme sobre a vida do ex-ministro José Dirceu não se transforme numa obra de apologia e culto à personalidade feita com dinheiro público.

Em agosto, a Ancine autorizou a captação de R$ 1,53 milhão, através da Lei Rouanet, para a realização da obra.

Na recomendação, o procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) Marinus Marsico chamou atenção para o fato de o filme ser viabilizado através de recursos públicos e tratar de um político de "renome, ainda vivo".

"Recomendo atentar (...) para o atendimento aos princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade, de forma a evitar que a obra constitua em apologia e culto à personalidade (...) considerando que essa iniciativa envolve renúncia de receitas públicas", diz trecho do ofício enviado ao presidente da Ancine, Manoel Rangel.

Produzido pela Tangerina Entretenimento, da cineasta Tata Amaral, "O Vilão da República" deve tratar do período que Dirceu foi chefe da Casa Civil até a condenação no julgamento do mensalão.

Amaral já teria cerca de 20 horas de gravações, entre elas cenas do cotidiano de Dirceu durante o julgamento.

A recomendação não tem poder de interferir na produção, mas pode ser usada como argumento para reforçar um futuro processo caso o Ministério Público entenda que dinheiro público foi usado para fazer apologia a Dirceu.

Procurado, o Ministério da Cultura não comentou a recomendação até o fechamento desta edição. A Ancine disse que ainda não redigiu uma resposta ao procurador. A Tangerina informou que Tatá Amaral só falará sobre o caso no mês que vem, quando voltar de uma viagem.


Comentários

Postagens mais visitadas