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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A desocupação da Câmara e o post que sumiu

(O post sobre o qual falo abaixo aparece no Blog do BG.  O blog errou. Antes de tudo, leia aqui).

Erro faz parte da prática do jornalismo.
Todo jornalista sabe que fatalmente errará e já errou mais de uma vez.
Normalmente há algumas práticas éticas comuns para reparar um erro.
Erro não se oculta nem se finge que não foi cometido.  O erro por si não compromete a credibilidade do comunicador.  O que pode comprometê-la é a incapacidade de reconhecê-lo ou repará-lo.  Quando não for possível, a falta de um pedido de desculpas aos leitores pode ser fatal.
Ontem a #RevoltadoBusao ocupou por algumas horas a Câmara Municipal de Natal. Quando negociavam um acordo para a desocupação junto à presidência da Casa Legislativa, foram violentamente reprimidos e retirados do pátio.
A ordem, ao que consta, foi dada pelo presidente Albert Dickson.  E se não foi, Dickson precisa urgentemente exonerar o comandante da Guarda Legislativa que agiu à sua revelia.
Às 15h25, o blogueiro Bruno Giovanni publicou este post.  O post está oculto da página inicial do Blog do BG.  Por quê?
Porque a OAB referenda o depoimento dos ocupantes da Câmara: o acordo estava sendo discutido e os manifestantes foram violentamente agredidos de forma gratuita.  Inclusive uma jovem grávida de 17 anos.
Ao contrário do que relata o post de Giovanni, de que os manifestantes danificaram os portões da Câmara, a OAB, que somente conseguiu ingressar no ambiente com a intervenção do vereador George Câmara (PCdoB), registrou em vídeo o momento em que os próprios guardas legislativos aos chutes danificavam os motores dos portões.
Bruno revela, também, que a ordem da desocupação partiu do presidente da Casa.
***
Todos erramos.  E vamos continuar errando.  Erros não se ocultam.  Eles devem ser afirmados e, em nome de nosso compromisso com os leitores, os devidos pedidos de desculpa devem ser tornados públicos.

Leia abaixo o post do Blog do BG:
Manifestantes da Revolta do Busão, cerca de 40, que acampavam desde a manhã desta quinta-feira(18), no pátio da Câmara Municipal de Natal ,entraram em atrito com a guarda municipal por volta das 15h.
Portões do legislativo e parte de uma estrutura foram arrombados e quebrados pelos manifestantes. A guarda municipal usou gás de pimenta e tiros foram disparados para o alto na tentativa de dissipar os protestantes.
A confusão se deu após o presidente da Câmara, Albert Dickson cancelar o autoconvocação de votação da licitação do transporte público, a pedido dos manifestantes que se encontravam na área interna.
Segundo uma fonte do Blog do BG, com o cancelamento, o presidente da CMN solicitou a saída dos manifestantes, que voltaram a fazer novas reivindicações e se recusaram a sair da Casa. Em decorrência do descumprimento do acordo, o Albert Dickson solicitou o apoio da Guarda Municipal, que retirou os jovens a força.
A Polícia Militar, com apoio do Batalhão de Choque, descolou-se até a frente da Câmara, onde os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a medida e por volta de 15h40, a sua maioria dispersou.
Até 18h30, cerca de 20 insistentes manifestantes seguiram no lado de fora da CMN e observados pela PM, responsáveis pala proteção externa, enquanto a Guarda Municipal observava toda a movimentação a partir da área interna.

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