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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Governo desmente presidente da OAB que afirmara recuo de Dilma

Pela manhã, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Ao sair da reunião, antes de qualquer declaração oficial do governo, o presidente da OAB informara que a presidenta Dilma havia recuado da ideia de um plebiscito para uma Constituinte Exclusiva afim de realizar a Reforma Política.

A imprensa noticiou no ato. É certo que a maior parte das manchetes de afirmar que havia sido o presidente da OAB quem dissera, abrindo o espaço para o desmentido oficial.

A entrevista do ministro da Justiça ficou dúbia, na sequência, mas já não me parecia confirmar o que disse a OAB mais como sonho e desejo do que como realidade.

Aí, pelas 15h, o governo liberou uma nota oficial em que desmentia Marcus Vinícius Furtado Coêlho.

Nem mesmo a mais opositora das imprensas podia acreditar piamente que a presidenta recuasse de uma proposta tão original em apenas doze horas.

Anda-se no fio da navalha nesses dias. A democracia sob risco real não suporta solavancos ou recuos assim. Tudo que Dilma não precisa é dar para trás nas propostas que fez. Tudo o que o Brasil não precisa é que sua presidenta faça isso.

Tudo que precisamos é continuar pressionando o Congresso, a quem cabe diversas dessas decisões, para que possamos avançar com mais democracia.

Leia abaixo a nota publicada no Blog do Planalto.


Em relação às declarações de hoje do presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, a Presidência da República esclarece:

1. A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e o diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Márlon Reis, que lhe apresentaram uma proposta de reforma política baseada em projeto de lei de iniciativa popular.

2. A presidenta da República reiterou a relevância de uma ampla consulta popular por meio de um plebiscito.

3. A presidenta ouviu a proposta da OAB, considerou-a uma importante contribuição, mas não houve qualquer decisão. O governo continuará ouvindo outras propostas de reforma política que lhe forem apresentadas.

Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República

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