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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Malafaia chama jornalista de 'vagabunda' em entrevista ao New York Times


O The New York Times publicou no sábado uma extensa matéria sobre Silas Malafaia. O jornalista Simon Romero mencionou todas as polêmicas recentes em que o televangelista se envolveu, inclusive a questão de “funicar” um líder do movimento LGBT.

“Sou o inimigo número 1 do movimento gay no Brasil”, disse Malafaia em entrevista na cidade de Fortaleza. Segundo o jornal, o evento que ele realizou na cidade reuniu um público de 200 mil pessoas.

Especialista em religiões latino-americanas pela Virginia Commonwealth University, Andrew Chesnut comparou Malafaia a Pat Robertson, numa alusão infelizmente bem própria.

Perguntando sobre A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico, texto da escritora Eliane Brum que obteve ampla repercussão no país, o líder evangélico mostrou novamente sua incontinência verbal, chamando-a de “vagabunda” (tramp). Avisada por um leitor, a jornalista há pouco se manifestou no Twitter com apenas uma palavra: chocada.

A gente também, Eliane. Aludindo às palavras do cara que o Malafaia apregoa seguir, “ele não sabe o que faz… tampouco o que diz”.

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