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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Centro Acadêmico de Direito (UFRN) repudia ataques em comentários no Blog do BG

No Blog do Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti - Direito/UFRN

O Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti (CAAC) vem por meio desta nota se posicionar acerca de equívocos proferidos em comentários dos leitores do Blog do BG, em postagem referente ao movimento popular #RevoltadoBusão, o qual vem realizando grandes manifestações na cidade de Natal contrárias ao aumento da passagem de ônibus, que passou de 2,20 a 2,40 nesse sábado.

Na referida postagem, de maneira totalmente irresponsável o Centro Acadêmico de Direito foi atacado no seu patrimônio mais valoroso: a retidão dos estudantes que representa. Beira o cômico perceber que a cegueira ideológica seja capaz de maquinar fantasias tais como a infiltração de grupos terroristas no curso de Direito da UFRN.

O afã por criminalizar as vozes eternamente silenciadas dos grupos socialmente marginalizados carrega traços ditatoriais. Não pode o povo exercer seu Direito Constitucional de reunião e de expressão do pensamento. É preciso que a forma escolhida se adeque ao modelo imposto exatamente por aqueles que o atacam. Ao escravo é defeso fugir da senzala. O capitão do mato o massacra. É preciso comprar sua alforria, como o senhor de engenho ordenou.

Assim, quando um grupo tal como o Centro Acadêmico de Direito se posiciona ao lado dos movimentos sociais, é alvo de toda sorte de fantasia depreciativa como a que se viu. Mas nós não cessaremos na luta contra o silêncio e na defesa do justo. É preciso que as vozes daqueles que se empenham contra as opressões, como foi a de Daniel Talibã – o falecido estudante homenageado pelo CAAC em sua festa mais tradicional-, sejam vistas, ouvidas e respeitadas.

O Centro Acadêmico de Direito, então, reafirma seu compromisso com a verdade, o Movimento dos Sem Terra, a Revolta do Busão, e, sobretudo, a memória de Daniel Talibã.

Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti,

Até que tudo cesse, nós não cessaremos.

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