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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Carlismo: Secretário quer que morador de rua de Salvador beba cachaça 'em casa'

O secretário ainda faz mais algumas observações bastante infelizes, após dizer que o foco é a cachaça nas mãos dos moradores de rua.  Entre as quais dizer que não se vê ninguém bebendo uísque pelas calçadas.

Afirma que quem é contra o projeto não o conhece ou é a favor da prática de sexo, bebedice e consumo de drogas nas ruas. Evoca as igrejas.

Pela citação que faz das igrejas, deve ser evangélico.  

A volta do cartismo mais conservador. Aquele que fez um taxista defender o extermínio de moradores de rua com saudade de ACM.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/110364-secretario-quer-que-morador-de-rua-de-salvador-beba-cachaca-em-casa.shtml

A Prefeitura de Salvador quer proibir o consumo de cachaça nas ruas. O objetivo é "cortar o acesso" de moradores de rua à bebida.

"Eles passam o dia com cachaça em garrafa de dois litros, perambulando e assustando as pessoas, dormindo em pleno passeio", diz Maurício Trindade, secretário de Promoção Social.

Autor do projeto levado ao prefeito ACM Neto (DEM), Trindade foi alvo de brincadeiras nas redes sociais após dizer, a uma rádio, que os moradores de rua passariam a beber álcool em casa. "Se tirar o objeto do consumo uma, duas, três, quatro vezes, ele passa a usar em casa, mas não na rua".

Trindade diz que o foco, caso a proposta passe, será a cachaça, embora o texto cite bebidas com teor acima de 35 graus Gay Lussac. "Você não vê ninguém tomando uísque em praça pública."

Ele nega que a proposta estigmatize os moradores de rua. "Quem é contra é porque não conhece o projeto ou porque defende o sexo, a droga e a bagunça nos logradouros públicos. Quem defende a família, a igreja, está apoiando."

Trindade afirma que há 3.500 moradores de rua na capital baiana e que a maioria consome cachaça em público.

A Guarda Municipal, diz ele, fará a fiscalização e a apreensão da bebida--ainda não há definição sobre punições.

ACM Neto não foi localizado para comentar o tema.

Em São Paulo, projeto do deputado Campos Machado (PTB) na Assembleia veta venda e consumo de bebida alcoólica "em qualquer recinto público coletivo", incluindo vias.

  

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