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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Parlamentares ouvem GSI sobre operação que teria vigiado sindicatos

Na Agência Brasil

Uma comissão de parlamentares esteve hoje (11) no Palácio do Planalto para ouvir o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito, sobre informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo a respeito de uma operação que teria sido montada pelo órgão e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar movimentos sindicais no Porto de Suape, na região metropolitana do Recife.

Segundo o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), que propôs a convocação do ministro para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o general negou qualquer ação específica no porto e disse que o GSI e a Abin não monitoram pessoas, mas cenários. Na próxima quarta-feira (17), o ministro-chefe do GSI deve comparecer à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para falar sobre o mesmo assunto.

“O general explicou como é que funciona o sistema, que é integrado, que são 700 cenários que eles monitoram para informar à Presidência e disse que isso é absolutamente normal, que qualquer país democrático do mundo precisa e deve ter esse sistema de informações para orientar as decisões do presidente da República”, disse Macris.

O deputado disse que aguardará as respostas ao requerimento que entregou ao ministro Elito pedindo mais explicações sobre o caso. Entre as questões colocadas no documento, Macris questiona se agentes da Abin e de outros órgãos participaram de operação de monitoramento no Porto de Suape, se houve quebra de sigilos telefônicos e quais equipamentos foram usados para a vigilância.

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