Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Máscara Negra: Para defesa, manutenção de prisão de designer é desnecessária

A defesa do designer Clodualdo Bahia ingressou com o pedido de liberdade junto à Justiça Estadual. Bahia foi preso provisoriamente ontem, durante a Operação Máscara Negra. Em 2012, havia sido contratado pela prefeitura de Guamaré para cuidar da iluminação das festas do Carnaval e da emancipação política do município.

O advogado Daniel Pessoa explica que o principal no do pedido de liberdade "é o desrespeito à Constituição, pois ele sequer recebeu uma cópia da decisão que determinou sua prisão". "Também não recebi: não tive acesso aos motivos e fundamentos da prisão temporária", complementou.

Segundo Pessoa, a manutenção da prisão de Clodualdo Bahia não serve para nada, uma vez que todas as provas requeridas no mandado de busca e apreensão foram conseguidas e todas as vezes que foi convocado, o designer prestou depoimento diante do MP.

"No pedido, a mensagem é clara: não cabe prisão temporária como meio para intimidar e fragilizar, nem muito menos como forma de 'antecipação da pena'", diz o advogado.

Daniel Pessoa diz mais: "Ele já tinha sido convocado e comparecido durante as investigações na PGJ - ou seja, antes ele já havia colaborado e prestados esclarecimentos, além de que não houve nenhuma objeção à apreensão dos documentos e outras provas, também. Logo, não há justificativa para a prisão".

Em outras palavras: se havia um papel a cumprir, segundo a defesa de Clodualdo Bahia, sua prisão já cumpriu esse papel.

A seguir, a petição que pede a liberdade do designer.

Comentários

Postagens mais visitadas