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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

O blog é péssimo em matemática e, portanto, errou

Está certo, como jornalista eu sou um péssimo matemático - mas ninguém teve a misericórdia de encontrar uma forma adequada de tentar nos explicar a questão do reajuste na obra do estádio Castelão - sobre o saldo?  Sobre a parcela da contra-prestação?
Vou seguir na minha analogia.
O saldo devedor da minha simulação é de R$ 10 milhões.  O valor da prestação é R$ 100 mil. Neste post, supostamente mostrei que ajustar o saldo devedor ou o valor da prestação resultaria em valores diferentes.
Ok, acho que eu estava errado - mas ainda careço de uma explicação melhor fundamentada que o meu próprio raciocínio.
Se o valor da prestação é de R$ 100 mil e o saldo de R$ 10 milhões, no meu exemplo isso significaria que ainda restam ser pagas cem parcelas.  Desse modo, o aumento de 10% na parcela de R$ 100 mil se multiplica por cem - e não por doze, como fiz antes.  Todas as parcelas subsequentes são reajustadas e não as doze seguintes.
Aí não precisa prosseguir.  É matemática básica do tempo da escola.  O resultado se torna o mesmo porque os dois lados da equação recebem o mesmo percentual de aumento: aplicando o aumento de 10%, na parcela ou no saldo, o valor do saldo é reajustado para R$ 11 milhões.
***
Ainda que tenhamos cometido um erro grasso em nossa análise, uma coisa permanece e disse à comunicação do governo ontem: o valor do Castelão já não é mais R$ 518 milhões, mas sim R$ 545 milhões, apesar de um discurso oficial enfatizar o primeiro valor.  O reajuste, legal, não é comunicado porque não serve à intenção comunicativa do governo, evidentemente.
Já foram pagos R$ 508 milhões - não pouco mais de R$ 480 milhões.  Mas não restam R$ 10 milhões, como pensaríamos à primeira vista, mas sim R$ 37 milhões - valor que ainda será reajustado até o fim da concessão em 2018.

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