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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Mailde Pinto Galvão será sepultada às 14h de hoje

Mailde Pinto era ativista dos
direitos humanos e escritora (Foto: Reprodução / dhnet.org)

Faleceu na noite desta sexta-feira (26), a ativista dos direitos humanos e escritora potiguar, Mailde Pinto Galvão. O velório acontece no Morada da Paz, na avenida São José e o sepultamento está marcado para às 14h, deste sábado (27), no Cemitério Morada da Paz, em Emaús.

A notícia foi recebida com tristeza entre os amigos e familiares, principalmente entre os ativistas dos direitos humanos. Mailde foi diretora de Documentação, Cultura e Arte da gestão do então prefeito Djalma Maranhão, quando foi perseguida e presa pelo regime da Ditadura Militar.

Ela contou sua história no livro, “1964. Aconteceu em Abril”, no qual conta sua experiência antes e após a tomada do poder pelos militares, em 1964. Entre os relatos, Mailde destaca a ocasião em que foi presa: “De pé, junto a mim, o delegado Veras deu início a sua missão fascista. Afirmou que conhecia tudo sobre minha vida e sobre os atos subversivos que eu havia praticado como Diretora de cultura. Aconselhou-me a não mentir nem omitir o que já estava documentado. Tentava aterrorizar-me como se galanteasse. Caminhava em torno da sala e eu me sentia muito pequena, sentada naquela cadeira. Nem ele nem eu prevíamos a dimensão da minha resistência.”

Saiba mais: Aconteceu em Abril

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